A FÉ NA CURA DAS MALDIÇÕES TRAZ EMOÇÕES E SUSPENSE ÀS TELAS DE SANTA CATARINA

Estréia em março o filme mais esperado de Santa Catarina e os que já o viram na Avant Premier concordam em um ponto A ANTROPÓLOGA é um filme autoral e equilibra o compromisso com a cultura dos ilhéus.
Até março, o público terá as redes sociais atualizadas por entrevistas, reportagens, depoimentos e fotos que a equipe de divulgação do filme preparou durante estes dois meses que antecedem à estréia.
Um deles é o cineasta Sílvio Back que afirma ser uma ousada a reconstituição de uma época perdida nas brumas do passado.
O catarinense Sílvio Back também surpreende novamente ao reproduzir fatos históricos com o seu documentário O CONTESTADO – Restos Mortais, exibido na Mostra Competitiva do 38º Festival de Cinema de Gramado, em 2010 onde historiadores, pesquisadores, descendentes de sobreviventes e até trinta médiuns em transe recebem mensagens de quem viveu e morreu no embate durante o episódio. O próximo passo de Back, com O Contestado é levá-lo a Santa Catarina e Paraná, onde serão feitas exibições nos locais que foram palco da guerra. Em outubro, ele pretende fazer uma pré-estreia em Florianópolis e Curitiba e, se tudo der certo, segundo ele, lançar o longa ainda este ano.
Abaixo Sílvio Back nos remete ao filme da seguinte forma:
Rosebud catarinense
O filme, “A Antropóloga”, de Zeca Nunes Pires, diz a que vem desde os seus fotogramas inaugurais, sublinhados pela bela trilha musical assinada pela maestrina Silvia Beraldo. Seja confirmando a originalidade do título, através de uma estória de matriz autenticamente telúrica (de autoria do escritor e cineasta, Tabajara Ruas), seja revelando personagens e paisagens de tirar o fôlego, seja exorcizando a ancestralidade açoriana da Ilha de Santa Catarina como nunca antes fora concebido (fruto de um engenhoso roteiro assinado pela cineasta Tânia Lamarca e por Sandra Nebelung).
São sequências de paixão e amor desmedidos, onde luzes e sombras articulam poesia e feitiçarias, que se desdobram num misto de calmaria e tempestade, introjetando o imaginário do homem, da natureza e seus mistérios na dimensão mítica do cinema.
Para tanto, vemos o filme recorrer a um fascinante arco de citações, simbologias e referências que vão desde o antológico memo infantil, “Rosebud”, em “Cidadão Kane”, de Orson Welles, à dramatização da dança do Boi de Mamão (a cena da Bernunça engolindo a criança é inesquecível), até a uma bem-sucedida incorporação dramática dos habitantes da Ilha em personagens de si que, como os atores, suas falas em “catarinês” nos encantam pela autenticidade e o ineditismo.
De forma insuspeita, “A Antropóloga” vai assumindo a invisibilidade do seu título com uma sutileza e saraivada de acontecimentos que acabam homenageando a própria fama mitológica da Ilha, por sinal, um dos mais inusitados aspectos lúdicos de uma estória que começa nos Açores (Portugal), desnovela-se neste “Brasil diferente”, a Costa da Lagoa (um quase inacessível recanto da Lagoa da Conceição), em Florianópolis, para jamais terminar…
Como o cinema é a arte da criação coletiva, forçoso reconhecer que, para o êxito desse manancial de imagens e sons que compõem o visual de “A Antropóloga”, deve-se sublinhar a ousada reconstituição de uma época perdida nas brumas do passado do diretor de arte, Cristiano Amaral, emoldurada pelos figurinos da premiada, Lou Hamad, todos completando o profícuo trabalho por trás das câmaras da diretora de produção e cineasta, Maria Emília Azevedo.
Um elenco talentoso, encabeçado por Larissa Bracher, que interage harmoniosamente com Jackie Sperandio, Luigi Cutolo, Rafaela Rocha de Barcelos, Sandra Ouriques, Severi Cruz, Eduardo Bolina e Ricardo Von Busse, intépretes catarinenses preparados pelo competente diretor teatral, Celso Nunes, logra reproduzir com muita organicidade e verdade cênica uma trama cujo fulcro frequentemente medeia entre o visto, o entrevisto e o imaginado.
Nessa coleção de pequenos e grandes achados, pontuada por uma linguagem elegante e segura, que se impõe pela fotografia inspirada de Charles Cesconetto, é que “A Antropóloga”, esta nova e feliz obra de Zeca Nunes Pires, polêmico realizador de “Procuradas” e de premiados curtas-metragens, desde já se erige como um marco do moderno cinema de Santa Catarina.
-Sylvio Back, cineasta.-

Sobre antropologaofilme

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Uma resposta para A FÉ NA CURA DAS MALDIÇÕES TRAZ EMOÇÕES E SUSPENSE ÀS TELAS DE SANTA CATARINA

  1. Luiz Gonzaga Galvão disse:

    Valeu Zeca ! … . Parabéns para Ti e Toda a Notável e Competente Equipe.
    Um grande abraço.
    Do amigo Luiz Galvão.

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